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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Escola de Barreira promove Quinzena Literária sobre valores humanos

Prof. Flavio e prof. Alexandre, com a turma do 5º ano.
Hoje, dia 13 de junho, um dia após a data em que se promove a discussão sobre a erradicação do trabalho infantil, a Obas realizou uma oficina sobre xilogravura, a convite da Escola Francisco Correia Lima, na comunidade Areré, em Barreira.


O evento faz parte da Quinzena Literária que a escola irá realizar, cujo tema é "A educação e os valores humanos na escola".

Com 18 participantes do 5º ano, a oficina debateu a história da xilogravura, conceitos de iconografia, valores humanos, sem deixar de abordar a questão do trabalho infantil como um dos principais desafios enfrentados para garantir que os direitos das crianças e adolescentes sejam respeitados.

Luiz e Igor, torcedores do Flamengo, fizeram xilo em homenagem ao seu time.

Com muita animação e verbalização, as crianças colocaram suas impressões - literalmente - em placas de isopor, lembrando que tratava-se de uma simulação de xilogravura, já que a técnica utiliza-se da madeira. Entretanto, foi peculiar perceber que a turma estava bastante antenada com as questões de direitos e valores, facilitando a compreensão do que iríamos abordar nas xilos.


Momento de expectativa para ver como ficou a impressão

Como toda criança, as/os participantes fizeram questão de experimentar e criar suas técnicas e desenhos, permitindo uma variedade de leituras e temas.

Erlando e Davi, com as cartas do jogo criado por eles.

Além da oficina, conhecemos dois garotos, o Erlando Salviano e o Davi Silva (ambos com 10 anos) que criaram um jogo de cartas diferente. Mas isso fica para a próxima história. Pelo visto, a Escola Francisco Correia Lima tem muito o que contar.



Agradecemos o convite do professor Flávio e a colaboração do professor Alexandre.

E que vem mais encontros como este.


Por Ricardo Wagner - Comunicador popular pela Obas

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Obas participa do IV ENA – Encontro Nacional de Agroecologia, em Minas Gerais



Mulheres curando o Rio Doce na mística inicial da Plenária de Mulheres do IV ENA
Foto: Cintia Barenho
Entre os dias 31 de maio a 3 de junho, Belo Horizonte teve sua rotina alterada para receber as/os participantes do IV ENA – Encontro Nacional de Agroecologia. Com muita alegria e energia, agricultoras e agricultores, comunicadores/as, juventudes, integrantes de movimentos sociais, professoras/es, quilombolas, movimentos de mulheres, LGBTTQI’s, universidades e população se uniram no Parque Municipal de Belo Horizonte para apresentar ações agroecológicas e discutir avanços e propostas gerais. 








Com o tema “Agroecologia e democracia, unindo campo e cidade”, o ENA deste ano promoveu em suas tendas amplos debates buscando a conscientização de que “a agroecologia é uma alternativa para a superação do modelo de desenvolvimento agrícola e abastecimento alimentar ambientalmente predatório e socialmente injusto que permanece dominado as orientações políticas do Estado brasileiro”, como descrito em sua Carta Política, construída durante o encontro.









Conversa Desenhada
As experiências apresentadas vieram de todos os biomas brasileiros, visibilizando várias possibilidades de enfrentamento à degradação da natureza e aos dilemas sociais. A cada tenda, uma Facilitação Gráfica ou Conversa Desenhada foi realizada, com o propósito de permitir outras formas de comunicar as ações. A técnica promove a visualização das falas através da imagem como elemento lúdico, facilitando a compreensão e sintetizando o contexto.


O que produzimos é o que queremos consumir
Fernando Silva, jovem agricultor de Barreira/CE, participando da feira

Nada mais sensorial do que comer, cheirar, tocar, usar os produtos da agricultura agroecológica expostos na feira. Fernando Silva, jovem agricultor de Barreira, levou produtos como o mel, cajuína, doce de caju e castanha.

Bastante animado, Fernando disse que a feira “ É um evento que precisa continuar, pois a gente aprende muito com as outras culturas. Eu circulei pelas tendas e fiquei impressionado com a forma que outras pessoas de outros estados plantam. Eu vendi tudo que eu trouxe e comprei café, cachaça mineira, artesanato... Muita coisa que a gente não tem oportunidade de encontrar fácil. Já quero participar de todos os outros encontros sobre agroecologia”.


 Cultivar afetos, no campo e na cidade






Além das experiências da agricultura agroecológica, o espaço do IV ENA serviu também para apresentarmos as ações exitosas de convivência com o semiárido. A Obas, montou uma pequena mesa onde foram expostos os materiais de comunicação referentes aos projetos como os das cisternas de primeira e segunda águas, cisternas nas escolas, reuso das águas e formação profissional para jovens. Foi uma bela oportunidade para que as pessoas pudessem compreender as outras realidades do semiárido, muitas vezes deturpadas pela grande mídia. Numa conversa com a professora Malu, que fez mestrado na UFC e hoje mora em Belo Horizonte, ela recorda seu tempo de atuação na zona rural, e a importância de contextualizar a educação. "Sempre que as crianças viam algum exemplo refente às suas realidades, o aprendizado era mais rápido e prazeroso para elas", disse a sorridente professora.

















por Ricardo Wagner - comunicador popular pela Obas


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Encontro Territorial P1+2 reune agricultoras/es e técnicos em Aracati

Participantes do Encontro Territorial do P1+2
Foi com a linda vista da Praia de Fontainha, em Aracati, que agricultoras e agricultores e técnicas/os da Obas reuniram-se durante dois dias para fortalecer e avaliar a execução do Programa Uma Terra e Duas Águas - P1+2.



Orestes Serafim - SDA, fala sobre a parceria do Governo do Estado do Ceará e Ong's
O encontro teve a participação do técnico da SDA - Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Orestes Serafim Neto que, numa roda de conversa, expôs para as/os participantes a parceria e a boa relação do Governo do Estado do Ceará com as organizações da sociedade civil, promovendo extenso diálogo e se sensibilizando com os projetos de tecnologias sociais pela convivência com o semiárido. Ele ressaltou que "o Governador do Estado do Ceará - Camilo Santana, por já ter sido secretário de agricultura, tem uma maior compreensão das necessidades de se apoiar as ações voltadas para as pessoas do campo. Tanto que além dos programas de cisternas, vem promovendo o projeto-piloto da tecnologia do reuso das águas".




Dinâmica: Os caminhos que percorri e percorro
Água como Direito
Circular por entre livros, folders, publicações, fotografias, nos remeteu a história construída ao longo dos anos pelas famílias e organizações sociais. Foi um momento de percebermos a importância que os movimentos sociais tem para o enfrentamento das desigualdades sociais, promovendo debates nas comunidades e intercambiando os saberes. Dona Teresinha Ricardo, do Assentamento Antonio Conselheiro, em Ocara, relembrou os momentos de grande dificuldade do passado, os avanços e o que ainda precisamos construir. "Nossa luta é incansável. Até hoje eu participo de reuniões porque eu acredito que é através da organização que a gente consegue ir pra frente. Não é fácil, mas eu não desanimo".




Airton - Comunidade Aroeiras/Aracati, falando sobre os vários aspectos da água em nossas vidas
Por onde anda a juventude?
Na dinâmica do Encontro Territorial, o debate se estendeu para a sucessão rural, da qual as juventudes ficam à margem, sendo ignorados seus desejos e entendimentos. Foi interessante perceber que agricultores/as experientes pontuaram que "os jovens não são ouvidos ou que são mal interpretados". Daí surgiu a proposta de um encontro de motivação para a participação das juventudes nos encontros do fórum também como protagonistas. Foi lembrada a importância do Levante Popular da Juventude como catalizador desse debate, já que o movimento tem possibilitado à juventude uma ampla reflexão sobre o seu papel social e político.





Alice e Natália apresentam passo a passo da execução do P1+2
Conexão entre equipes - Sistematização, Financeiro e Animadores e as realidades do campo
Compreender as diversas realidades do campo requer viver ou conviver com elas. Para isso, o Encontro Territorial também foi pensado para proporcionar às equipes do escritório as dificuldades, as alegrias, os êxitos e afetividades de quem está cotidianamente vendo as transformações das famílias a partir do recebimento das tecnologias. Mas também foi o momento das famílias recebedoras das cisternas compreenderem as exigências burocráticas que tem que ser cumpridas para o bom andamento dos programas, como o momento da foto, assinatura do termo de recebimento, conferência dos materiais de construção, dentre outros. A equipe da Obas elaborou um slide para facilitar a compreensão de cada etapa, trazendo um debate rico e esclarecedor.




Ozelina e dona Angélica, da comunidade Pau Pereira - Chorozinho apresentam as tecnologias do seu quintal produtivo.
Nunca é demais falar sobre os programas sociais
É uma prática da Obas trazer um pouco da história do surgimento da ASA até os dias de hoje. Segundo a coordenadora do P1+2 - Ivonete Marques - "Para que a gente se sinta parte dessa articulação, é preciso que a gente compreenda a missão da ASA e se sinta contemplado". A linha do tempo também é mostrada com muitas imagens sobre os projetos e o que as populações do semiárido já conquistaram.



O que queremos daqui em diante
O encontro foi para produzir conhecimento sobre as realidades do municípios contemplados nessa etapa do P1+2, e ninguém melhor do que agricultoras/es para expressar sobre cada ação pontuada no programa. Cada município falou sobre a mobilização das famílias, comunicação entre animadores, coordenação e famílias, entrega dos materiais, etc.

Ciranda: dona Teresinha traz a fé como elemento unificador.
E finalmente, durante a avaliação, os sentimentos de positividade entrelaçaram-se à partilha de conhecimentos, confiança, respeito, dignidade, fé, perseverança e desejos de bem viver no semiárido.

Participaram do Encontro Territorial do P1+2, agricultoras, agricultores de Ocara, Aracati e Chorozinho, jovens, comissões municipais, STTR de Russas e Jaguaruana, técnicas/os da Obas, técnico da SDA – Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Governo do Estado do Ceará,

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Agricultoras/es participam de capacitação em reuso de águas

Claudenê Lima - Elo Amigo - conversando com participantes da formação




“NOSSO DIREITO VEM, NOSSO DIREITO VEM
SE NÃO VIR NOSSO DIREITO, O BRASIL PERDE TAMBÉM”


Quem nunca viu, ao chegar numa casa no interior, a dona da casa aproveitar a água que lavou a louça para aguar as bananeiras ao lado da cozinha?
Sim... Ainda hoje essa prática é comum, mesmo nas famílias que já possuem cisternas de primeira e segunda água. Isso comprova que as agricultoras e agricultores são eternos experimentadores, que seus saberes se somam e se aprimoram com outras tecnologias alternativas.
Para nossa alegria, a Obas começou a trabalhar com o Projeto de construção coletiva de reuso das águas, transformando os olhares para a convivência com o semiárido. Serão 40 sistemas de reuso a serem implementados em Russas, Pereiro, Ocara, Limoeiro do Norte, Chorozinho e Pacajus.

Durante três dias, as famílias participaram de uma capacitação sobre a construção, manejo e benefícios da tecnologia social. E esse momento contou com a generosidade de dona Angélica, da comunidade Pau Pereira, em Chorozinho, que nos acolheu junto com sua família.
O coordenador e técnico de campo do Elo Amigo, Claudenê Lima Sousa conduziu a formação trazendo sua experiência e paixão pelo projeto, fortalecendo o nosso entendimento do quão é importante ouvirmos as vivências de quem povoa o semiárido. Segundo Claudenei, “A gente ainda não conseguiu se planejar pra não desperdiçar tantos alimentos. O excedente da nossa produção muitas vezes se estraga, vai pro lixo. Será que a gente sabe aproveitar os alimentos?” Ele sugeriu técnicas de congelamento das frutas na forma de polpa e capacitação em beneficiamento de doces, polpas, sucos, geléias, etc. como alternativas a esse desperdício.
Técnicos e agricultores trabalham em mutirão

“Já temos o desejo e agora temos a chance de produzir com qualidade”. A frase é do seu Jeová Portela, da comunidade Bolas de Cima, em Chorozinho. Assim como outras agricultoras e agricultores, seu Jeová não perde o otimismo quando se trata de promover o bem viver no sertão. Ele também arrisca dizer que “precisamos nos planejar para não desperdiçar a água usada. Não é porque agora tá chovendo bem que a gente deve esmorecer. A consciência pelo bom uso da água tem que ser pra sempre”.
Pedreiros montam o tanque receptor da água cinza

E é claro que esses dias de convívio também foram de muitas risadas e conversa ao redor de uma fogueira, em que uma lua tímida só resolveu aparecer bem tarde. O que não impediu que pudéssemos ouvir de dona Angélica a história da comunidade e um pouco sobre sua vida. Em sua fala, ela disse que “tem gente que pensa na agricultura familiar só em produzir pra venda, mas pra mim é pro sustento da minha família. Eu me preocupo com um alimento saudável. E se sobrar é que a gente vende. Mas eu faço mesmo é distribuir com os vizinhos e as pessoas que chegam aqui!”.
A interatividade não era só entre as famílias recebedoras da tecnologia, mas também com os pedreiros. Um dos momentos primordiais foi exatamente a execução da construção, onde todas as pessoas puderam conferir cada etapa do projeto.

Agricultoras observam atentas a construção do minhocário
Agora é aguardar a conclusão das construções com a certeza de que é mais uma tecnologia a serviço do bem viver com o semiárido.






sexta-feira, 27 de abril de 2018

27 de abril - Dia da/o Empregada/o Doméstica/o

Disponível em http://www.jornaldebrasilia.com.br/charges/439/pec-das-domesticas-/ (Acesso em 09/09/2015)


A pessoa que presta serviços de limpeza, preparação de alimentos, e organização em uma residência é considerada empregada/o doméstica/o.
A data homenageia a padroeira Santa Zita, que desde os 12 anos de idade até o fim da vida, trabalhou por 60 anos para uma rica família italiana, e que ajudava os pobres com o pouco que ganhava.
A profissão é regulamentada desde 1973, através do Decreto nº 71.885 de 1973, com a Lei nº 5.859, de 1972. Mas houve alterações em 2013 na emenda constitucional, que ficou conhecida como PEC das Domésticas. Os novos direitos regulamentados que as/os empregadas/os domésticas/os passaram a ter são:
Ø Recolhimento obrigatório do FGTS por parte do empregador;
Ø Adicional noturno;
Ø Regime de trabalho fixado por lei é de 8 horas diárias ou 44 horas semanais;
Ø Cada hora extra que for trabalhada pela empregada doméstica deve ter um acréscimo de, no mínimo, 50% do salário;
Ø Horas extras em domingos e feriados: pagamento em dobro ou dia de folga como compensação;
Ø Férias: após um ano de serviço, com acréscimo de um terço a mais que o salário;
Ø Duração do trabalho noturno: uma hora trabalhada no horário noturno é de 52 minutos e 30 segundos;
Ø Descanso mínimo: de 11 horas consecutivas entre jornadas de trabalho, ou seja, dois dias de trabalho. Para 8 horas diárias, deve-se ter 1 hora de descanso.
Muitas dúvidas permanecem desde a criação da PEC. O que mudou em cinco anos pra cá? O que vem sendo cumprido?
E agora que a reforma trabalhista foi aprovada, o que permanece? O que muda?