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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Regulamento: Festival de Música e Dança - 14ª Semana das Águas



1° FESTIVAL DE MÚSICA E DANÇA
REGULAMENTO

A Organização Barreira Amigos Solidários – OBAS promoverá o 1° Festival de Música e Dança, direcionado a pessoas de ambos os sexos, a partir de 14 anos, residentes nos municípios do Maciço de Baturité.
O objetivo é desenvolver a criatividade, propiciando a sua integração com a comunidade por meio da expressão musical; revelando talentos e valorizando os artistas locais, focando no tema sugerido: Água.
O 1º Festival de Música e Dança será de âmbito externo, dividido em 2 (duas) modalidades: Música e Dança.

MÚSICA
Letra e Música devem tratar do tema Água sob todas as circunstâncias, podendo ser em qualquer gênero musical (forró, pagode, rock, etc). Poderão ser composições autorais ou paródias, bandas musicais, duplas, Playbacks, Karaokê ou qualquer modalidade de acordo com as possibilidades do/a participante.

INSCRIÇÕES: Poderão ser feitas nas escolas participantes, na Secretaria de Educação e na Sede da Obas, localizada à rua Maria do Carmo Oliveira, 745, Centro, Barreira - CE (entrada pela lateral da escola Francisca Amélia), no período de 20 de fevereiro a 20 de março de 2018. O Regulamento e a Ficha de Inscrição estarão disponíveis no site: www.obas.org.br , no blog: obasbarreira.blogspot.com, nas escolas e na sede da Obas.

MÚSICAS E MATERIAL DE INSCRIÇÃO: Cada artista, compositor/a, intérprete ou banda poderá inscrever uma única música, não podendo fazer opção por outra após a indicação na Ficha de Inscrição. O/A participante deverá entregar, no ato da inscrição, uma cópia impressa da letra da música, seja ela inédita ou não, em papel A4. A comissão organizadora não se responsabiliza pelas informações prestadas pelo/a participante na Ficha de Inscrição. A ilegitimidade de qualquer uma dessas informações prestadas poderá acarretar desclassificação. Obs: O material enviado não será devolvido sob qualquer hipótese.

TERMO DE AUTORIZAÇÃO: O ato da inscrição do/a participante implica a autorização para a publicação, execução e gravação da obra musical, repassando automaticamente, todos os direitos de uso de imagem do evento aos organizadores do festival.

 PARTICIPAÇÃO E CALENDÁRIO: Após o encerramento das inscrições, a Comissão Organizadora divulgará:
1. O número de participantes por modalidade;
2. O dia e horário do festival: 23 de março de 2018, a partir das 18:00 horas, na Obas.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO: Cada jurado/a preencherá a ficha de avaliação de acordo com o julgamento dos seguintes critérios: Originalidade, Adequação da Letra à Melodia, Arranjo, Afinação, Performance e Interatividade com o público. Cada jurado/a dará uma nota de 0 (zero) a 05 (cinco) a cada critério avaliado.
***
DANÇA
Coreografia e música devem tratar do tema Água sob todas as circunstâncias, podendo ser em qualquer gênero musical (forró, pagode, rock, etc). Poderão ser músicas não inéditas, de artistas consagrados, paródias, bandas musicais, duplas, Playbacks, Karaokê ou qualquer modalidade de acordo com as possibilidades do/a participante.

INSCRIÇÕES: Poderão ser feitas nas escolas participantes, na Secretaria de Educação e na Sede da Obas, localizada à rua Maria do Carmo Oliveira, 745, Centro, Barreira - CE (entrada pela lateral da escola Francisca Amélia), no período de 20 de fevereiro a 20 de março de 2018.
O Regulamento e a Ficha de Inscrição estarão disponíveis no site: www.obas.org.br , no blog: obasbarreira.blogspot.com, nas escolas e na sede da Obas.

 COREOGRAFIA E MATERIAL DE INSCRIÇÃO: Cada dançarino/a ou grupo de dança, poderá inscrever uma única coreografia, não podendo fazer opção por outra após a indicação na Ficha de Inscrição. O /A participante deverá entregar, no ato da inscrição, uma cópia impressa da letra da música que irá dançar e o nome e estilo da coreografia, seja ela inédita ou não, em papel A4.
A comissão organizadora não se responsabiliza pelas informações prestadas pelo/a participante na Ficha de Inscrição. A ilegitimidade de qualquer uma dessas informações prestadas poderá acarretar desclassificação.
Obs. O material enviado não será devolvido sob qualquer hipótese.

 TERMO DE AUTORIZAÇÃO: O simples ato da inscrição do/a participante implica, para todos os efeitos, a autorização para a publicação, execução e gravação da obra musical, bem como repassa, automaticamente, todos os direitos de uso de imagem do evento aos organizadores do festival.

 PARTICIPAÇÃO E CALENDÁRIO: Após o encerramento das inscrições, a Comissão Organizadora divulgará:
1. O número de participantes por modalidade;
2. O dia e horário do festival: 23 de março de 2018, a partir das 18:00 horas, na Obas.

 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO: Cada jurado/a preencherá a ficha de avaliação de acordo com o julgamento dos seguintes critérios:  Originalidade, Adequação da Letra à Melodia, Performance e Interatividade com o público. Cada jurado/a dará uma nota de 0 (zero) a 05 (cinco) a cada critério avaliado.
Obs. Para que a modalidade seja mantida será necessária à inscrição de, no mínimo, 2 (dois) participantes por modalidade.

 PREMIAÇÃO: Serão premiados os primeiros colocados em cada modalidade: Música e Dança.
Sendo R$ 500,00 (Quinhentos reais) para o primeiro lugar na Música e R$ 500,00 (Quinhentos reais) para o primeiro lugar na dança. A premiação será entregue após o festival ser apurado.

A Comissão Organizadora do Festival indicará uma Comissão Julgadora composta por 5 (cinco) membros. Nenhum dos membros da Comissão Julgadora poderá ter parentesco com os/as participantes.
É competência da Comissão Julgadora a avaliação e escolha dos finalistas, sendo suas decisões irrevogáveis.

APURAÇÃO:  Em caso de empate será definido como melhor colocado o participante que obtiver a maior média final no critério ORIGINALIDADE. Se ainda assim permanecer o empate, será considerada a maior média final no critério INTERATIVIDADE COM O PÚBLICO e por fim no VOTO POPULAR.

 APRESENTAÇÕES: A Comissão Organizadora indicará a sequência e o tempo máximo de cada apresentação, devendo ser rigorosamente obedecidas tais disposições, sob pena de perda de 1,0 (um) ponto na média final.

 LIVRE EXPRESSÃO: Fica garantido o direito da livre expressão de qualquer dos/as participantes, exceto em  apologia a qualquer tipo de discriminação, no destrato público ao evento ou a qualquer um dos/as participantes, bem como à Comissão Organizadora, à Instituição e entidades ou patrocinadores e demais pessoas envolvidas na organização do festival, caso em que ocorrerá a imediata exclusão do participante e dos trabalhos de sua autoria.

DISPOSIÇÃO FINAL: A simples inscrição do/a participante já pressupõe a aceitação e concordância com todos os termos do presente regulamento, valendo como contrato de adesão.
Barreira, 20 de fevereiro de 2018.


Jorge Pinto
Secretário Executivo - Obas

Convite 14ª Semana das Águas - Água: Fonte de Direitos.



Barreira, 20 de fevereiro de 2018.




Convite

A Organização Barreira Amigos Solidários (OBAS), localizada no município de Barreira/CE, realiza anualmente a “Semana das Águas”, em parceria com entidades locais, sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, escolas, universidades, agentes de saúde, associações comunitárias, instituições religiosas e comunidade em geral. Este ano, o evento, que entra em sua 14º edição, ocorre entre os dias 18 e 24 de março, e tem como tema Água: Fonte de Direitos”.
  Dentre os objetivos da “Semana das Águas” está a ampliação, reflexão e realização de ações práticas que despertem uma consciência crítica e social quanto ao valor dos recursos hídricos e sua utilização. Trilha ecológica, seminários, oficinas, debates, blitz verde, feira gastronômica, campeonato esportivo e festival de música e dança complementam a programação. 
Sua presença muito nos alegrará e contribuirá para tornar nosso debate ainda mais forte e propositivo.

    
Respeitosamente,



Manoel Jorge Pinto da Franca
Secretário Executivo

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Jovens de Barreira fazem filme de animação sobre o Programa Cisterna nas Escolas

Por Ricardo Wagner – Comunicador popular Obas/ASA

Lançamento do vídeo na sede da Obas, em Barreira - CE





















A história parece comum: dois jovens concluem um curso profissionalizante e, cheios de energia, procuram realizar algum projeto. Mas a trajetória do Luiz Neto – ou Luiz Tsubasa, como gosta de ser chamado – e Ari Oliveira, nos enche de otimismo.


Ari Oliveira e Luiz Tsubasa em ação no estúdio da Obas

Tudo começa quando os dois resolvem participar do Curso de Audiovisual do Projeto Trabalho e Bem Viver, realizado pela Obas em parceria com a Etica Brasile e financiado pela União Europeia. Foram quase três meses de aprendizado em fotografia, roteiro, filmagem e edição, que despertaram neles o desejo de contar através dessas técnicas, as histórias que os cercam, sejam reais ou fictícias.

Ao concluir o curso, Ari e Luiz se destacaram pela criatividade e disponibilidade, desempenhando com outros colegas do curso várias ações voluntárias junto à Obas, no sentido de colocar na prática o que aprenderam no curso.

Daí, para a realização do vídeo foi um pulo!

Ari, Alice, Natália e Ezequias , que fizeram as vozes das personagens

Quando teve início o Programa Cisterna nas Escolas, no segundo semestre de 2017, a Obas sentiu a necessidade de compartilhar a experiência de forma lúdica com as escolas rurais beneficiadas com a cisterna escolar. Com tantos registros fotográficos, não dava pra simplesmente colocar as imagens num DVD e distribuir nas escolas. Foi aí que a Comunicação da Obas convidou os jovens para produzir e editar um desenho animado em forma de stopmotion.

Luiz Tsubasa, Ari Oliveira e Ricardo Wagner, produzindo o cenário
No roteiro, não podia faltar a gaiatice cearense, trazendo uma linguagem bem humorada e rápida, e os jovens tiveram ampla liberdade para sugerir mudanças. Tanto que na fase inicial da produção do cenário, Ari se empolgou e transformou o que antes seria de apenas um metro quadrado para seis metros!


Visita das profissionais das escolas de Barreira ao estúdio, ainda no processo de produção do vídeo.
A engenhosidade dos jovens não parou por aí! Teve tijolo servindo de apoio pra câmera, laterna do celular iluminando casa, drone fictício... Esses meninos...
O processo entre a concepção e finalização durou seis meses, pois nesse ínterim, Ari e Luiz estiveram envolvidos noutras ações de comunicação popular, como o vídeo sobre a água de reuso, sobre as feiras agroecológicas e solidárias, participação no FCSVJ – Fórum de Convivência com o Semiárido do Vale do Jaguaribe e recentemente no Encontro Regional de Comunicação Popular da ASA.

Preparando a calçada da fama com folha de mamoeiro e cajueiro

Bom... Perceber que a juventude se faz presente nas ações de comunicação popular com entusiasmo e criatividade nos revigora e reafirma nosso entendimento de que “Juventude que ousa lutar, constrói o saber popular”.

Ari em seu momento de glória assinando com folha de mamoeiro na calçada da fama.


Para assistir o vídeo, acesse:

https://www.youtube.com/watch?v=ouZTbv6FbVI

Saiba mais:
Projeto Trabalho e Bem viver – Capacitação profissional nos treze municípios do Maciço de Baturité, contribuindo com a redução da vulnerabilidade socioeconômica e cultural de jovens. O projeto é uma parceria com a Etica Brasile e financiado pela União Europeia.

Programa Cisterna nas Escolas - É uma ação da ASA – Articulação Semiárido Brasileiro, junto a suas organizações que leva às escolas rurais do semiárido, a tecnologia da cisterna de placas para armazenamento de água da chuva para beber. Além da tecnologia social, o programa desenvolve formações sobre educação contextualizada, direitos, gerenciamento de recursos hídricos e cidadania, envolvendo estudantes, educadores/as, merendeiras, pedreiros, comissões municipais e poder público municipal.
A Obas atuou em cinco municípios no estado do Ceará: Barreira, Potiretama, Pereiro, Limoeiro do Norte e Russas e em todos contamos com o apoio das prefeituras locais, totalizando 49 escolas rurais beneficiadas.










segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Programa Cisterna nas Escolas realiza intercâmbio sobre Educação Contextualizada

#Obas16anos
#CisternanasEscolas
#SemiaridoVivo


“Feliz de quem entende que é preciso mudar muito pra ser sempre o mesmo.”
Dom Hélder Câmara


Compreender os semblantes da Educação é um desafio e tanto. E foi com essa perspectiva que professoras e professores de diversas microrregiões do Estado do Ceará participantes do Programa Cisterna nas Escolas foram convidadas para o Intercâmbio sobre Educação Contextualizada ocorrido nos dias 22 e 23 de novembro, em Independência e Quiterianópolis, municípios da Região dos Inhamuns.

Auditório Dom Helder Câmara, na EFA Dom Fragoso
A acolhida foi no município de Crateús e já no dia seguinte, o grupo visitou as exitosas práticas em Educação Contextualizada da EFA – Escola Família Agrícola Dom Fragoso. A escola, situada em Independência, conta hoje com 62 educandos/as de vários municípios que, no sistema de alternância aprendem e exercem atividades ligadas a agroecologia e diversas tecnologias alternativas de convivência com o semiárido, além das aulas regulares.

Felipe (camisa lilás) apresenta as tecnologias implantadas na EFA.


Felipe é aluno do terceiro ano e nos recepcionou e presenteou nossos olhares e ouvidos com seu rico conhecimento do bem viver no semiárido, apresentando as ações de suinocultura, avicultura, caprinocultura, apicultura, além das tecnologias dos viveiros de mudas, mandala, biodigestor, reuso de água, casa de sementes, casa do pão, dentre outras. Ele ressaltou que todas as atividades equilibram as temáticas de gênero, que transcendem seus cotidianos, desde a limpeza e organização da escola, como também nas atividades curriculares. “A sociedade já é muito machista e a gente aprende aqui desde o primeiro ano que temos que cuidar de tudo. E esse conhecimento a gente leva pra casa, pra que os mais velhos percebam que a gente avança. Por exemplo, o mito das mulheres terem medo de abelha, aqui isso não existe. A gente mostra pras pessoas que tudo se pode fazer, basta querer. Os meninos fazem as tarefas domésticas e quando voltam pras suas casas, continuam fazendo”, completou.  
Biodigestor

O grupo estava ávido de conhecimento, e as perguntas afloraram. E Felipe, com paciência, trouxe-nos diversos elementos de como a educação contextualizada traz resultados visíveis. “Temos que ser espelho para os outros. A gente faz uma pesquisa na comunidade sobre vários temas, por exemplo, as queimadas, que vem prejudicando a apicultura. Daí a gente devolve os resultados e acaba sensibilizando as redondezas da importância de se preservar o meio ambiente. Além disso, cada educando/a se responsabiliza em aplicar seus conhecimentos nas suas casas”.

Viveiro de mudas
A palavra de ordem foi Experimentar.
Depois de percorrer as áreas das sistematizações, uma roda de conversa foi costurando nossos entendimentos sobre a Educação Contextualizada e como ela pode fazer parte do nosso cotidiano nas escolas “formais”. Com o embasamento histórico da EFA Dom Fragoso – que completa quinze anos de obstinação, resistindo e contribuindo com a formação pelo bem viver.


Andrea (Esplar) dialoga com a juventude

Água é emoção
Mata sede
Umedece o torrão
Percorre caminhos
Encharca os olhos
Transborda o coração

Educandas/os falam sobre a ansiedade para a apresentação e encerramento do curso.

É óbvio que os olhos marejaram! Quem consegue segurar a emoção em saber que hoje, as sementes plantadas pela EFA Dom Fragoso hoje dão frutos pelos cantos do semiárido?
Exemplos de educandas/os que passaram pela EFA como da Fabiana – hoje no Esplar e do Josimar – hoje na Obas, pontuaram o quão importante esse modelo de educação é para qualificar o nosso debate nas comunidades do semiárido, seja através da implementação dos projetos da ASA, seja pelos diversos debates que estão de mãos dadas com o bem viver, como o combate ao machismo, racismo, LGBTfobia, intolerância religiosa, dentre outros.
Altar ecumênico, para refletirmos sobre intolerância religiosa

Pra quê aprender sobre Física e Química?
A resposta estava lá, no laboratório da escola. Nossos olhos se arregalaram diante dos experimentos científicos que o professor Rosberg Chaves compartilha com as/os jovens potencializarem em seus cotidianos, como da rede elétrica em suas casas, lâmpadas com garrafa pet, etc.
Assim fica fácil, divertido e útil aprender sobre qualquer matéria, né?


Professor Rosberg apresentando experiências no laboratório

Contexto
Com essa palavra tão poderosa e que nomeia uma plataforma que irá debater a questão de gênero e violência contra as mulheres, Rosângelo Marcelino – We World – nos convidou a unir forças e saberes na continuidade da luta das mulheres por igualdade de direitos.
Rosângelo (We World) apresenta a plataforma Contexto.

A plenitude do intercâmbio concretizou-se no dia seguinte, durante a visita à Escola Antonio Batista de Lima, na comunidade Pombo, em Quiterianópolis.

Maquete da cisterna na escola confeccionada por estudantes

 As crianças transbordaram seus conhecimentos sobre as questões hídricas, num passeio entre várias tecnologias implantadas na escola. Teve maquete da cisterna nas escolas e do biodigestor, diagnóstico hídrico da comunidade, Rap do quarto ano sobre a água... Imagina a nossa cara de alegria e das professoras de orgulho! 

Marcondes (camisa amarela à direita) e estudantes falando sobre o ciclo e captação da água para a cisterna na escola

O coordenador da escola, Marcondes, fez um relato de como a Educação Contextualizada tem transformado e despertado nas crianças e em suas famílias o olhar que antes era acortinado por imagens depreciativas do semiárido, onde a seca, a miséria, a fome e a ignorância eram elementos constantes. Hoje, os ícones são outros! Há as cisternas, os saberes populares compartilhados, as sementes e frutos saboreados, o re-conhecimento das culturas locais valorizados.

Restabelecer, recriar, reconstruir 
Três palavras que se fundem e que elevam nossos pensamentos sobre as práticas na educação. Assim pudemos avaliar nosso encontro, fazer proposições. As microrregiões fizeram uma avaliação em grupo que logo será socializada através de relatório. Destacamos uma proposta levantada pela microrregião do Vale do Jaguaribe, para que nas semanas pedagógicas dos municípios possa ser apresentada a Educação Contextualizada através da experiência do Programa Cisterna nas Escolas.
Mazza, da Secretaria de Educação de Barreira (segunda, da esquerda para a direita) apresenta a avaliação da micro Jaguaribe

Sim! É possível ser feliz no semiárido! E a Educação é um dos caminhos.
Há braços...

Mão segurando uma bomba de sementes (bola de argila com sementes que, quando molhada faz brotar)

Saiba mais
Asa – Articulação Semiárido Brasileiro www.asabrasil.org.br/

Obas – Organização Barreira Amigos Solidários www.obas.org.br


Por Ricardo Wagner

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Jovens de Barreira produzem desenho de animação para o Programa Cisternas nas Escolas



Há pouco mais de um ano, os jovens Ari Oliveira e Luiz Neto, concluíram o Curso de Audiovisual promovido pela Obas através do Projeto Trabalho e Bem Viver, financiado pela União Europeia. Nesse período, os jovens participaram de algumas produções da Obas (fotos, edições, eventos) sempre com muita vontade de aplicar os conhecimentos adquiridos e principalmente expandir a criatividade.

Luiz Neto e Ari Oliveira
 Quando surgiu a oportunidade da Obas participar do Programa Cisternas nas Escolas, veio também a chuva de ideias para desenvolver metodologias de divulgação e compreensão desse importante projeto, e como Ari e Luiz representam a juventude na comissão municipal de Barreira que acompanha as escolas que receberão as cisternas, foi surgindo o desejo de realizar uma comunicação com as escolas e comunidade de forma mais lúdica.




 Sobre o desenho de animação
O monitor pedagógico do Programa e também comunicador popular pela Obas - Ricardo Wagner - já havia feito outros trabalhos de desenho de animação e quis utilizar a mesma técnica para comunicar aos estudantes, educadores/as, merendeiras e a comunidade da importância da cisterna para além do armazenamento de água de qualidade. “O objetivo maior é sensibilizar a todas e todos para os direitos, entre eles a água, a educação, a saúde... E que as pessoas percebam que a escola é um espaço coletivo, e que pertence a comunidade”, disse o comunicador.
Ricardo Wagner montado o cenário
Daí, somar o ânimo, conhecimento técnico, bom humor, disponibilidade e talento do Luiz e do Ari não é uma matemática difícil. Com papel, cola, giz de cera e ousadia, coube ao monitor a concepção, roteiro e ilustração, mas sempre com a colaboração dos jovens que tiveram toda a liberdade para sugerir em todos os aspectos até a finalização.
Agora é concluir a edição e aguardar o lançamento, previsto para novembro.
Enquanto isso: Luz, câmera... Ação!


Sobre o Programa Cisternas nas Escolas
É uma ação da ASA – Articulação Semiárido Brasileiro, junto a suas organizações que leva às escolas rurais do semiárido, a tecnologia da cisterna de placas para armazenamento de água de beber. Além da tecnologia, o programa leva também formações sobre educação contextualizada, direitos, gerenciamento de recursos hídricos e cidadania, envolvendo estudantes, educadores/as, merendeiras, pedreiros/as, comissões municipais e poder público municipal.

Por Ricardo Wagner – comunicador popular pela Obas/Asa